” o quão fraco alguém consegue ser, o quão ruim consegue ser, o quão cego consegue ser. eu nunca vi em mim essa estupidez que vejo em quem está tão próximo. é como levantar e assim que conseguir, levar outra rasteira. ninguém sabe como é, se destruir pela integridade de alguém, e esse tal nem se preocupar consigo mesmo. que tamanha estupidez é essa que insiste em ser maior que as coisas óbvias diante dos olhos. eu me canso cada vez que respiro, eu me canso só de pensar, só de ouvir sair da boca que só faz isso por mim, o melhor pra ti por minha causa, que estupidez barata. sabe a vontade de deixar?! de deixar, largar e ir embora, sem olhar pra trás… é terrivel a consciencia ser individual num corredor de dois. Eu vou vender tua idiotice pelo mundo, pra ver você ser mais capaz. Por essa estupidez, eu criei estrutura pra aguentar algo que fisicamente era impossivel, e acho que continua a ser; eu me corrompo todos os dias; eu me camuflo e me inibo por nada, por uma fraqueza, por ninguém. Eu não me lembro o dia em que me esqueci, era melhor quando eu sabia o quão forte eu era, e que só tinha que me preocupar comigo; e agora eu abro mão de tudo, de tudo por nada, por nenhum retorno, pro algo falso, por uma montagem. Eu talvez, nunca tenha conhecido uma verdade, nunca tenha entendido fora de uma bolha; e isso hoje me acaba e não me permite. eu quero um minuto de verdades, um minuto sem você, sem sua fraqueza, sem sua incapacidade de ser alguém de verdade, alguém que não precise se mascarar pra mim, que não precise de algo pra gostar de estar comigo… Talvez eu não mereça, nem tenha direito de ter pureza, de ter alguém com dedos limpos, alma nua, boca fresca e alegria sincera só em estar comigo. Eu peço a Deus que me dê essa chance, de ver alguém assim, de ver quem me queira, mesmo que em sonho, mesmo que por um segundo ou dois… me tire da mentira por um pequeno momento, e me deixe sentir o que é ser a preocupação, o que é ser por mim e por mais ninguém. Eu vejo minhas mãos amarradas e meus olhos já não estão mais vendados, quem sabe eu um dia tome a vergonha que me falta e me permita soltar minha mãos que se amarram só, que se permitem não ter ação. Eu imploro, que um dia eu pare; pare de me importar, pare de me permitir ser atingida, pare de me esforçar e ser rebatida. Talvez, isso seja só um grande espelho, talvez, a grande estupidez e fraqueza aqui seja só minha, talvez por isso Deus não me dê um retorno interpretável por minhas concepções.” Maria Eduarda Siqueira.